ELEIÇÕES MUNICIPAIS BRASILEIRAS – CENTRALIZAÇÃO E HEGEMONIZAÇÃO: Análise dos resultados das urnas em quatro capitais brasileiras de 1996 a 2016

  • Alison Ribeiro Centeno PUCRS

Resumo

Através da análise de resultados apurados nas urnas em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte nas seis eleições municipais que ocorreram entre 1996 e 2016, o presente artigo aponta o processo de concentração e dominação da política eleitoral nesses municípios, não apenas no entorno de um seleto número de candidatos que estiveram presentes em mais de uma eleição, mas também como dentre esses, o modo como poucos atingiram votações expressivas. O predomínio dessas lideranças políticas é concatenado com a supremacia de poucos partidos que obtiveram vitórias consecutivas nas eleições dessas importantes capitais de estados brasileiros. Utilizando abordagens clássicas e contemporâneas da antropologia para melhor definir a complexidade da metrópole, passando por uma breve exposição da centralização do processo político, o estudo deságua na avaliação dos números que comprovam que apesar de cada eleição ser um processo ímpar, os diferentes contextos sociopolíticos têm como denominador comum a hegemonia das lideranças político-partidárias.

Biografia do Autor

Alison Ribeiro Centeno, PUCRS
Possui graduação em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2015), onde teve seu trabalho de conclusão de curso sobre Economia Criativa e Indústrias Culturais publicado na Revista da Graduação da Universidade. Atualmente é Revisor de periódico da INDICADORES ECONÔMICOS FEE (ONLINE) e Mestrando em Ciências Sociais na PUCRS como bolsista da CAPES. Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Eleições.  João Leite foi candidato tanto pelo PSDB quanto pelo PSB, mas jamais venceu a disputa pela prefeitura de Belo Horizonte. Seus melhores desempenhos foram pelo partido tucano, onde em ambas as ocasiões fez quase 400 mil votos, indo para o segundo turno em 2000 e 2016. Na primeira ocasião, foi derrotado pelo candidato a reeleição Celso de Castro do PSB (que venceu com pouco mais de 685 mil votos no segundo turno de 2000, bem abaixo dos mais de 800 mil votos em sua primeira eleição no segundo turno de 1996). Coopartidário de Celso de Castro, Márcio Lacerda levou o PSB de volta a prefeitura da capital mineira em 2008, fazendo quase 770 mil votos no segundo turno; quatro anos depois, foi reeleito ainda no primeiro turno com quase 680 mil votos.
Publicado
2017-12-29