A CRISE AMBIENTAL NO BRASIL: a colonialidade e o desenvolvimento sustentável afrontam os direitos humanos.

  • Alexandre Alberto Kleine Fundação Universidade Regional de Blumenau

Resumo

Este artigo possui o escopo de demonstrar a aparente contradição entre a interpretação existente acerca do desenvolvimento sustentável e da sustentabilidade. A racionalidade econômica quando confrontada, encontra seus caminhos para se sobrepor ao social, ambiental, jurídico, ético ou político. O Brasil possui arraigado em seu desenvolvimento um pensamento e modo de agir que refletem a colonialidade e a dominância de outros Estados, grandes corporações e deixa sempre relegado a segundo plano as pessoas e os interesses da coletividade. A proposta de modernização ecológica apresenta-se sobre a perspectiva que aqueles que ainda poluem o meio ambiente estão defasados em termos de tecnologia e sistemas produtivos. A tecnologia e a eficiência ecológica seriam capazes de reduzir os níveis de poluição e degradação ambiental. O ser humano torna-se mero operador de sistemas ambientais modernos que tornariam o ambiente mais sadio. O desrespeito aos Princípios basilares do Estado Constitucional e Democrático Brasileiro, como a Dignidade da Pessoa Humana e os Direitos Humanos são características de um país com fraco desenvolvimento institucional. O capitalismo e a economia ainda são a face mais visível do desenvolvimento sustentável.

Biografia do Autor

Alexandre Alberto Kleine, Fundação Universidade Regional de Blumenau
Oficial da Polícia Militar de Santa Catarina, Mestre em Ciência Jurídica pela UNIVALI, Doutorando em Desenvolvimento Regional pela FURB, Professor do Curso de Direito de Instituição de Ensino Superior, atuante na área do Direito Ambiental, Meio Ambiente e Sustentabilidade, con ênfase em Fiscalização de Condutas ilícitas que afetem o Meio Ambiente.

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Publicado
2018-06-13