O PRINCÍPIO DO MELHOR INTERESSE DA CRIANÇA E A APATRIDIA DE CRIANÇAS REFUGIADAS

Um diálogo sobre alteridade

Palavras-chave: Apatridia, Crianças, Migração, Princípio do Melhor Interesse da Criança

Resumo

Considerando as dinâmicas de migração neste início de século e os possíveis desdobramentos da ausência de nacionalidade para a aquisição de direitos, compreende-se que a lacuna normativa acerca da apatridia é ainda mais nociva a um dos grupos mais vulneráveis da atualidade: as crianças apátridas. A despeito da existência de proteção sobre as crianças em inúmeras legislações nacionais e internacionais, a total ausência de vínculo de nacionalidade e a forma como a infância é relegada ao segundo plano quando da produção normativa – o que acaba por expor esses seres humanos em desenvolvimento, em situação de dupla vulnerabilidade, seja pelos riscos próprios da idade ou pela ausência de proteção, a abusos e aos abalos psicológicos provocados pelo contexto de deslocamento e de privação da própria identidade, não se amoldando à identidade étnica da família, desprovida de documentação e distante do berço natal, e também não se identificando totalmente com a realidade do país anfitrião, ao qual não pertence formalmente – uma realidade que se demonstra frágil frente ao Princípio do Melhor Interesse da Criança, em um mundo cada vez mais móvel. Palavras-chave: Apatridia. Crianças. Migração. Princípio do Melhor Interesse da Criança.

Biografia do Autor

Estela Cristina Vieira de Siqueira, Centro Universitário do Sul de Minas - Grupo Unis
Doutoranda em Direito Internacional Público pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – FD-USP. Mestre em Direito, com ênfase em Constitucionalismo e Democracia, pela Faculdade de Direito do Sul de Minas – FDSM (2017). Professora de Direito Internacional do Centro Universitário do Sul de Minas, na Faculdade Três Pontas - FATEPS/Grupo Unis. E-mail: estela.siqueira@professor.unis.edu.br.
Amanda Eiras Testi, Escola de Negócios e Desenvolvimento de Excelência - ENDEX.
Mestra em Constitucionalismo e Democracia pela Faculdade de Direito do Sul de Minas - FDSM (2017), pós-graduada pela Universidade Anhanguera em Direito Material e Processo do Trabalho (2010) e graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2008). Professora visitante da Escola de Negócios e Desenvolvimento de Excelência, ENDEX. E-mail: amandaeirastesti@hotmail.com.
Publicado
2019-07-18